11/02/11

O Pranto de Yemanjá

Em uma destas noites mágicas da vida, sonhei que vi a divina mãe d’água.
Em meu sonho, estranhas lágrimas jorravam de meus sentimentos.
Os sentimentos saíam de meu peito, mas as lágrimas, ao invés de estarem em meus olhos, brotavam dos divinos olhos negros da divina senhora das águas.
Ela nada dizia, estava apenas à beira-mar a fitar o íntimo de minha alma.
Eu tinha muitas perguntas a fazê-la, mas minha voz não saía.
Na realidade, eu estava era encantado;
Fascinado principalmente com sua excelsa beleza e não menos intrigado tentando entender por que os sentimentos, sendo meus; eu não conseguia chora-los por mim, mas sim através das lágrimas da senhora da vida.
Fiquei atenta e emocionadamente olhando para ela e seu divino manto anil.
Não consegui precisar por quanto tempo isto aconteceu; só sei que quando minha emoção serenou, as lágrimas deixaram de brotar de seus doces olhos.
Então, com as minhas emoções mais ordenadas e me sentindo infinitamente mais calmo; ela sorriu para mim, virou-se em direção ao mar e começou a voltar para junto de sua morada.
Deu alguns passos, olhou para trás e, sem que escutasse sua voz, percebi suas palavras a penetrarem em minha mente:
“ Saravá filho meu, eu sou sua mãe Yemanjá; Vim aqui à beira-mar nesta noite tão linda para que jamais pense que estás só.
Aqui estou para poder chorar as suas dores, seus pesares, seus sofrimentos em forma de lágrimas;
Não poderia deixar jamais que de dentro de um filho meu, pudessem ser geradas lágrimas nascidas destas formas de sentimentos.
E Eu, a grande mãe geradora, resolvi chorar suas lágrimas em Mim, para que possam ser geradas em ti apenas lágrimas de alegria.
Sou a mãe Yemanjá e já me vou, mas sempre que de mim precisares é só você aqui retornar e trazer-me flores brancas.
Não te esqueças jamais de mim filho meu, pois esta mãe jamais te esqueceu”.
Imediatamente acordei na cama de um salto e a geração de vida, amor e felicidade da mãe Yemanjá já estavam fazendo efeito em minha vida: meus olhos e face estavam banhados em lágrimas, mas desta vez, eram de felicidade.

Saravá, mãe Yemanjá!!!!!!!

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